Descrição
"Corria o ano de 1983 e o meu irmão Paulo Jorge decide alistar-se na Força Aérea Portuguesa. Malandro como então era, durante a recruta quis fazer figura junto dos magalas seus camaradas. E se bem o pensou, melhor o fez. Fez-se passar pelo marquês do medronho! Dizia ele ser dono de hectares de medronheiros na Serra da Estrela, na sua terra, Barriosa, e que todos os anos necessitava de dezenas de trabalhadores para a colheita dos medronhos. (...) De repente avistam-se seis forasteiros de mochila às costas!
(...) Já atrapalhado, diz o meu irmão: "E pá aqueles gajos parecem-me uns camaradas lá da tropa!" (...) Vinham à apanha do medronho! O meu irmão nem queria acreditar na ingenuidade deles! "Então vocês são mesmo tótós. Não sabem que o medronho só se colhe a partir de Outubro?". Rumámos á adega dos nossos pais. E quem lhes "pagou" a despesa da viagem foi o queijo e o presunto... E os copos de vinho branco que então bebemos!
Junho de 1993 (...) Hoje, para lembrar esses tempos (...) decidi criar esta aguardente de medronho, envelhecida em barricas de madeira nacional. E o nome, claro, não podia ser outro:
O Marquês do Medronho. Quando a degostardes, espero que ela provoque em vós a boa disposição e uns sorrisos como aqules que esboçamos quando recordamos esta velha estória
João Pedro Freire Borges Mendes"